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Porto Alegre busca a iniciativa privada para desenvolver projetos

A Federasul, que ouviu as expectativas do poder público, trouxe também para o Tá na Mesa, a Fraport, um case de sucesso das concessões

Sem dinheiro público disponível para todas as reformas que Porto Alegre precisa, a Prefeitura prevê projetos em parceria com a iniciativa privada nos setores básicos do município. Algumas dessas expectativas foram apresentadas nesta quarta-feira (04), durante a reunião-almoço Tá na Mesa, da Federação de Entidades Empresariais do Rio Grande do Sul (Federasul), pelo secretário de Parcerias Estratégicas, Bruno Vanuzzi. Para reforçar a importância das PPPs, a Federasul convidou o Andreas Montag, gerente executivo de Assuntos Corporativos da Fraport, que trouxe para a discussão um case de sucesso de concessão: o Aeroporto Internacional Salgado Filho.

Falando um excelente português, o alemão Montag disse que a parceria deve ser vista como uma via de mão dupla, em que todas as partes se beneficiam. “Nossa proposta é crescer junto à cidade. O aeroporto incentiva o crescimento, enquanto a economia traz clientes para o aeroporto”, observou. Para isso, ele ressaltou a importância de uma parceria horizontal para o funcionamento desses acordos. “Para nosso trabalho é fundamental ter um bom relacionamento com a Prefeitura e o governo do Estado, visto o curto prazo estabelecido para a execução das obras e projetos”, ressaltou.

A Fraport assumiu, oficialmente, o controle do aeroporto no dia 2 de janeiro. Está trabalhando para a expansão do terminal 1, cujo prazo de conclusão é de 25 meses, e para a ampliação da pista de pouso, que deve ser concluída em 54 meses, a partir da assinatura do contrato. Além dessas medidas, Montag lembrou outras melhorias já realizadas, como Wi-fi gratuito, iluminação e manutenção dos banheiros.

É com essa forma de parceria, ágil e organizada, que o governo municipal pretende trabalhar em outros setores da cidade. Segundo o secretário Vanuzzi, a expectativa é que “ainda neste primeiro biênio de mandato, devam ser realizadas licitações para diferentes projetos”.

Entre eles, um dos mais importantes, é o da iluminação pública, cuja licitação é esperada para a metade do 2º semestre de 2019. “Com as atualizações e a manutenção que será necessária nos anos que deverá valer a PPP, estima-se que o valor do contrato seja de R$ 1 bilhão”, revelou. A proposta é que seja substituída a iluminação pública, hoje feita a partir de fotocélula, por uma telegestão, que centralizará o controle dos pontos de luz, trazendo a presença da Prefeitura para todos os pontos da cidade.

Além desse projeto, que está em fase de estudo, Vanuzzi reforçou a preocupação da Prefeitura com a questão dos resíduos sólidos, uma vez que 95% do volume produzido não é reciclado e precisa ser levado até o aterro, em Minas do Leão (120km de Porto Alegre). “Precisamos baixar o volume de lixo não reaproveitado e reavaliar a distância do aterro”, analisou. Entre os projetos que também fazem parte da perspectiva da Secretaria de Parcerias Estratégicas está o mobiliário urbano, o centro de convenções, a manutenção dos prédios públicos e parques, o saneamento e a drenagem.

O secretário manifestou que o município está aberto a projetos e parcerias que venham a beneficiar a comunidade. Frisou, no entanto, que iniciativas rápidas, baratas e de qualidade é uma utopia. “Infelizmente, isso não existe”, finalizou.

 

04/04/2018 - fróes, berlato associadas

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