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Indústria vai simplificar marketing do vinho para ampliar consumo

Três razões motivam a nova estratégia: baixo consumo, produto elitizado e alta carga tributária

O marketing do vinho deverá ser totalmente reformulado para aumentar o número de consumidores e popularizar o produto. A necessidade de uma nova abordagem para o vinho foi lembrada pelos empresários do setor e pelo Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin), no Tá na Mesa, da Federação de Entidades Empresariais do Rio Grande do Sul (Federasul), desta quarta-feira (29).

Segundo dados do Ibravin, a média per capita de consumo da bebida pelos brasileiros é de apenas 1,8 litros. Para comparar, basta lembrar que a média de consumo dos países vizinhos (Argentina e Uruguai) é de 20 litros por ano. De acordo com o presidente do Ibravin, Dirceu Scottá, um dos desafios para alterar essa realidade é modificar as alíquotas de imposto sobre o produto no país. Segundo ele, atualmente, o Brasil tem 27 tabelas de tributação para o vinho, variando conforme o Estado comprador. Na média, entre 50 e 57% do valor do produto é direcionado para o pagamento de tributos.

Com o objetivo de justificar esses valores e eliminar o preconceito dos brasileiros com o vinho nacional, o presidente do Grupo Famiglia Valduga, Juarez Valduga, aposta no Enoturismo. “Hoje, nós temos farta gastronomia, somos um povo hospitaleiro e temos ótimo solo e clima. Precisamos aproveitar esses benefícios e apresentá-los para os brasileiros”, explicou. Para ele, é preciso surpreender a população e ampliar as formas de consumo da bebida. “Nós precisamos dar liberdade para o consumidor. Não podemos ditar regras na forma de consumir a bebida”, exaltou.

Essa opção, que também agrada ao enólogo e proprietário da Don Laurindo, Ademir Brandelli, visa garantir a simplificação e o aumento do consumo do vinho, fazendo-o parte das refeições diárias das famílias. Para Brandelli é preciso comunicar a evolução na qualidade dos produtos. “Ainda hoje, as pessoas acreditam que o vinho estrangeiro é melhor que o nacional, não por qualidade, mas por acharem mais chic. E é esse preconceito que precisamos combater”, analisou.

Sobre a qualidade do vinho, Idalencio Angheben, da Angheben Vinhos Finos, frisou que houve considerável evolução a partir da vinda de empresas multinacionais do setor para o Brasil. “Nós aprendemos muito com as inovações e as tecnologias trazidas do exterior. A vitivinícola, que já trabalha há 140 anos no Brasil, nunca deu um salto tão grande quanto a partir da década de 70/80”, lembrou.

Segundo Dirceu Scottá, esse processo “foi intenso e basicamente tecnológico, incluindo todas as áreas de produção da bebida: acondicionamento, engarrafamento, envelhecimento, fiscalização e controle”.

Além do painel, a Federasul ainda homenageou, neste Tá na Mesa, os 40 anos de fundação da Rede Pampa e os 45 anos da Uniodonto. Junto a essas celebrações, foi apresentado o trailer do filme “Cromossomo 21”, exibido no Festival de Cinema de Gramado e que estreou nesta terça-feira (28), no Rio de Janeiro. 

29/11/2017 - fróes, berlato associadas

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